sábado, 11 de setembro de 2010



Nunca se consumiu tanto e nunca se pensou tão pouco. Engano-me. Já pensou-se tão pouco sim. Foi quando o homem não tinha consciência de si. No fim, não é uma linha, mas um ciclo. Geração Coca-Cola, Mc Donald's, Macintosh...







quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Faça!

Quando serei, enfim, recompensado por algo que fiz?
Disso eu não sei.
Sei somente que recompensa pelo que não fiz, com certeza não vou ter.
O que me resta é continuar fazendo.
De preferência, coisas novas. Mas sem sair dos trilhos, como muitas vezes fiz.
Pois uma coisa é tomar novos rumos, pemanecendo na linha.
Outra coisa totalmente diferente é descarrilar e tombar por completo.

Levantar-se é difícil. Vergonhoso.

Mas a vergonha me fez forte.
O tempo passa, e fico mais novo.
Meu cérebro respira ares cada vez mais puros.
Meu coração, menos inocente, mas sem abrir mão da pureza da ingenuidade, está mais confiante.
Meu estômago aprendeu que aquele frio que às vezes sente é brisa passageira - vem só pela graça de fazer o coração não se esquecer de bater.
E o meu sangue, levado aos dedos que agora digitam, pulsam forte a vontade de deixar todo mundo saber que:

Ser feliz é bom demais!
Um joguinho de buraco, pra chegar ao fundo do poço.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

É na busca pelo o sentido de tudo que se perde a beleza do acaso.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Toda história tem uma mulher.

Numa delas, veio uma que destruiu a paz no paraíso e outra que abriu a tal caixa de onde muita coisa ruim saiu. Houve aquela que deu à luz o homem que morreu na cruz, aquela que morreu queimada e a que viu o navio afundar e seu amor morrer congelado. A que fez o homem se afogar no álcool, enfim...toda história tem uma mulher, e mesmo que só homens homossexuais apareçam nela, não nasceram sem mãe. Estão, portanto, implícitas. E mais uma vez, há uma mulher na história porque toda história tem uma mulher...

Cada mulher tem uma história.

O que levou a minha vizinha a abusar dos remédios para dormir? Quantos dias duravam seus segundos? E por que sua irmã usa tão gracioso perfume no funeral? O que temem as mulheres? E o que não temem? Será que sentiriam prazer em acordar num domingo com um blusão de três vezes o seu tamanho, rasgado, sem ninguém pra jugá-las e pensar: Hoje não vou me arrumar! Não as culparia se dissessem sim. Por que ela partiu seu coração? Por que ela chora sem parar? Assunto interminável as histórias de uma mulher - talvez por isso falem tanto (só pra descontrair, gatenhas =D)...


Toda história tem uma mulher, e cada mulher tem uma história, tendo ela sofrido, feito sofrer, ou simplesmente amado...

terça-feira, 13 de abril de 2010

O Exterminador do Futuro

Não.
Não vou falar do Schwarzenegger.
Nem de qualquer outrem vindo do futuro. Antes fosse...

Somente hoje percebi esse título de forma diferente.

Quem seria o Exterminador do Futuro? Do futuro do planeta, do nosso próprio futuro pessoal e profissional ou de qualquer outro futuro?

Por quanto tempo ainda vamos consumir em abundância aquilo de que não precisamos? Por quanto tempo comeremos em excesso enquanto vemos alguém morrendo de fome do lado de fora do restaurante? Por quanto tempo lavaremos com água pura e fresca o que pode ser limpado? Será que vamos mesmo ficar parados e esperar que os diálogos e a realidade do filme O Livro de Eli se tornem verdadeiros? E o condicionador de ar ligado em horas impróprias, como agora? E o computador, que passa noites em claro baixando arquivos consumíveis em poucos minutos?

Eis que surgem os já nascidos exterminadores do futuro (nós), assassinos das crianças que ainda nem nasceram.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Enquanto ela me passa uma música do Chico, clico em Publicar Postagem...

O banho à noite permitiu que eu sentisse ao máximo o frescor do ar noturno e chuvoso. Escovei os dentes e fui me deitar. Na cama, estava com a barriga pra cima, pernas um pouco afastadas e mãos cruzadas sobre o peito. Comecei a fantasiar uma entrevista que sei que nunca acontecerá. As pessoas prestavam atenção ao que eu falava. E eu falava em voz alta mesmo. Apesar de saber que estava sozinho no quarto, via toda a cena em transparência de 50%, como quando se mexe no Photoshop (ou, pra quem não usa, uma imagem em marca d'água).

A conversa (monólogo) durou até eu me cansar de falar e continuei a fantasia só em pensamento. Depois, ela se esvaeceu. Caí na real. Caí na real e percebi que ainda não estava com sono. E senti uma profunda vontade de conversar com a minha namorada. Ouvir sua voz. Liguei pra ela (dei um toque) e ela retornou. Conversamos sobre muitas coisas. Desde as mais bobas até 'quase debates'. Muito bom. Devo ter um ar grosso e prepotente. Às vezes ela brincava e, mesmo sabendo ser brincadeira, respondia não com seriedade, mas com um tom que julgava neutro, mesmo entendendo que era brincadeira e falando numa boa. Ela pensou que eu estivesse chateado. Mas é como um dia lhe falei: Já dei bom dia e me perguntaram por quê eu estava com raiva. Deve ser um talento natural parecer rabugento mesmo sem estar.

Estava sem óculos e enquanto ouvia sua voz suave (como poucas que já ouvi na vida), distraia minha visão míope com o piscar das luzes verdes do roteador. Nessa condição, a luz se expande, lembra um cristal de gelo. Ou uma flor vista de cima. Talvez sejam essas as comparações que posso fazer no momento. Só sei que me lembra a minha namorada, que diz achar bonitas as luzes dessa forma. Eu também acho.

Inconscientemente, comecei a me tocar por de baixo da bermuda. Percebi somente quando, digamos, não era mais possível que não se percebesse tal ação. A mão saiu, envergonhada, e deixou que as consequências de seu ato indecente fossem embora. Custou, mas foram.

A conversa seguiu. Senti fome de pão integral com requeijão e café com leite. Desligamos e liguei o computador para que continuássemos a conversar pelo msn. Fui preparar meu lanche das 3 da manhã, mas só restara dois dedos do café do jantar. Andando pra lá e pra cá, pensei se valeria a pena preparar mais café. Eu queria café. Preparei. Agora escrevo esse texto e converso com a pinguinha...

Boa noite, vizinhança!